Pois é... Novamente faz um tempo que não escrevo aqui. Aconteceram tantas coisas que nem sei por onde começar.
Primeiro, pensei em escrever em posts separados, mas depois decidi contar tudo junto, porque afinal de contas, tratam-se de acontecimentos relacionados ao mesmo assunto: a temida depressão pós-parto.
Eu nunca imaginei que um dia eu teria isso. Mas acreditem, ela existe e é um assunto muito sério.
Já começou no dia seguinte ao nascimento da minha princesinha. As dores causadas pela cesariana me fizeram chorar na frente das visitas, já no hospital. Mas foi um episódio isolado, depois passou.
Depois de 14 dias, meu marido e eu percebemos que a nossa menina estava perdendo peso, ao invés de já ter recuperado o seu peso de nascimento. Ela nasceu com 3,030 kg e naquele dia ela estava pesando pouco mais de 2,5 kg. E, naquele dia, ela chorava inconsolavelmente. Ela já tinha mamado durante uma hora e meia no meu peito, eu já tinha trocado a fralda, já tinha dado remédio pra cólica, mas ela não parava de chorar.
Liguei pra pediatra dela, que me orientou a dar 30 ml de leite de fórmula no final da mamada. Se ela tomasse tudo, eu deveria oferecer 60 ml na próxima, e assim por diante. E assim aconteceu... Pois é, EU TINHA POUCO LEITE. Ainda não me conformei com isso. Todo mundo que ouve isso me diz: "mas é só estimular que o leite desce"! Poxa, eu dava de mamar a cada 2 horas, durante 14 dias, e as mamadas chegavam a durar 1 hora e meia, e o leite não desceu! Se isso não é estímulo, o que é então?
Pois aí foi o começo de tudo... Chorei por 3 dias, até que me conformei. Aos poucos fui deixando de dar o peito e hoje, com 1 mês e 20 dias, a minha princesa só toma mamadeira (120 ml cada mamada).
Mas, quando ela completou um mês de vida, chegou o momento do meu marido viajar pra trabalhar e cumprir os seus 28 dias de trabalho no mar. Foi quando eu me vi sozinha com a minha filha... Vi a cara e a cor da tal depressão pós-parto. Sem dormir e sem comer direito por três dias, decidi pedir socorro à minha mãe. Ela tem o escritório dela em casa, é cheia de ocupações e compromissos, mas veio de mala, cuia e computador. Ela não me faz exatamente companhia, também está um pouco deprimida por ter acabado de passar por um divórcio, mas ela se esforça pra me ajudar como pode.
Iniciei um tratamento com fluoxetina, sob orientação da minha obstetra, há 7 dias. Aos poucos estou me sentindo melhor, mas a parte da manhã é complicada. Acordo muito deprimida e sem apetite nenhum. Com o passar dia dia vou melhorando, mas me sinto bem mesmo à noite. Vamos ver como vai ser todo o tratamento, ouvi dizer que nos primeiros dias é normal ficar mais deprimido, com palpitação, sem apetite...
Conforme as coisas forem acontecendo, vou postando...